ITAMARI: 30% da população trabalha e só 632 com carteira - APUAREMA 24HORAS

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ITAMARI: 30% da população trabalha e só 632 com carteira

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Itamari é um município pacato do interior da Bahia que organiza, desenvolve e forma sua estrutura social/econômica com bastantes desafios e dificuldades, geralmente essa situação é familiar aos municípios pequenos com pouco desenvolvimento social. Segundo o censo do IBGE de 2010 (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) o município comporta 7.903 habitantes, cada um dos indivíduos contribuem (ou não) para desenvolvimento e estruturação da cidade juntamente com os órgãos público e iniciativas privadas. Economicamente falando o comércio itamariense é “devagar”, a agricultura pouco produz (apesar do grande número de propriedades) com prioridade no plantio de cacau e banana e na limitada produção de alimentos de subsistência. Devido a forte estagnação e o pouco movimento das relações econômicas o município fica totalmente dependente da administração pública tanto para a circulação de dinheiro quanto para geração de empregos. O trabalho é uma condição natural para sobrevivência humana, dessa forma em busca de sobreviver o cidadão itamariense vai em busca das oportunidades que dificilmente são resolvidas, os dados fornecidos pelo IBGE de 2010 mostram que relativamente apenas 30% da população de Itamari desenvolve atividades remuneradas, de 7.903 pessoas só 2.254 estão ocupadas em empregos e pouco mais de 600 pessoas trabalham por conta própria. Outro ponto bastante preocupante é sobre as condições de trabalho que essas pessoas exercem cotidianamente e as relações patrão/empregado geralmente construídas, vividas e mantidas sem amparo da assistência jurídica ou sindical; dos 2.254 funcionários do ano de 2010 apenas 632 pessoas tinham carteira assinada. Elaborar projetos e políticas públicas para a agricultura, incentivar a produção artesanal, proporcionar melhores condições de trabalho os empregados, para os ambulantes e feirantes, incentivar o consumo na cidade poderiam ser medidas que aquecessem o mercado além de formar uma nova fonte geradora de empregos.  

Por: Sávio Leal Oliveira

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